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Meditações Sobre a Vida

A vida é apenas um espaço de tempo entre o nascer e o morrer. Cada dia que passa caminhamos para o fim. Pra que então vivermos preocupados e nos envolvermos com mesquinharias e sentimentos que minam nossa alma e nossa mente?
Só há duas coisas na vida com as quais deveríamos nos preocupar: viver de forma a garantir nossa salvação eterna e ser feliz enquanto estiver por aqui. Destas, a segunda é bem menos preocupante. Nunca seremos isentos de dores, de problemas, de angústias e sofrimentos, mas é possível ser feliz em meio a tudo isso. Porque temos uma esperança em Cristo das coisas boas que hão de vir, dos sonhos que tornar-se-ão realidade. Ora, se Temos confiança em Deus e esperança nEle, por que se preocupar com qualquer coisa se Ele mesmo já cuidou de tudo. Não há o que temer, não há com que se preocupar. Bens materiais podem dar dor de cabeça e perecem com os anos. Riquezas não farão diferença no dia da morte nem te trará real felicidade. Honra e fama só alimentam o ego e quando você fica a sós é só você e a solidão. Respeito só se conquista sendo você mesmo na sua simplicidade e reconhecimento de que Deus é o mais importante. Então, cada dia cuidará de si mesmo. Não podemos ser negligentes nem irresponsáveis, mas preocupação não muda um destino. Os anos passam-se muito depressa e a vida está aí. Cada manhã é um aviso de que temos um dia inteiro pra escolhermos como queremos viver. Como a mensagem que traz a música “how you live” de Point of Grace: Porque não é o que você tem ou o que você faz, nem quem você conheceu que mais importa, mas COMO você vive.

Abraço a todos!
E sejam felizes!

Estou te amando.

Estou te amando
E estou amando te amar.
Essa fragilidade que me toma.
Essa dor que me assoma.
Estou te amando.
E não preciso de mais nada.
Pois você é completo.
É da rima os versos.
Estou te amando.
Meu coração adormeceu.
E o príncipe apareceu.
E o fez acordar outra vez.
Estou te amando.
o friozinho na barriga.
a espera ansiosa sem fim.
só você me deixa assim.
estou te amando.
teu sorriso, tua voz.
tuas mãos, teu olhar.
estou te amando.
e não tem nada que me impeça.
estou te amando, estou te amando.

(escrito ao bellus da minha vida em 14/08/00.)

Coração Entregue

Eduquei meu coração para ser arrogante,
insensível e insolente.
Foi treinado, adestrado pra não sofrer.
E na guerra do amor, saber se defender.

Mas não sei quem foi teu Mestre,
que ensinou-te com astúcias,
teu coração ardiloso e subtil,
tomou conta do meu e sorriu.

Sem eu sequer perceber,
você tornou-se meu vício,
morro na tua falta,
choro na tua ausência.

Você me tomou por completa.
envenenou meu sangue.
E agora: respiro você.
E me dedico a você.

Você invadiu meus pensamentos.
Estou apegada a você.
Não me imagino sem teu calor.
Sem teu beijo, sem teu carinho.

Você me embriagou de amor.
E agora estou vulnerável.
Você já me dominou.
Com seu jeito de me amar.

Me pego perdida em você,
Olhando tuas fotos na tua falta.
fecho os olhos pra te ver.
E me imagino ao teu lado.

É um amor que chega a ser uma dor física,
quando você está distante.
Quero colar em você todo tempo.
E ser tua, toda tua, pra sempre.

*******
(Ao amor que me fez nascer de novo pra amá-lo pra sempre: Enéias. Não aguento ficar longe nem mais um segundo…Te amo, meu nego. Escrito em 14/08/11, dia dos pais, sentindo falta do bellus).

Melancolia

Melancolia é essa coisa que faz a gente chorar sem saber porquê. Sentimos solidão, tristeza, tudo ao mesmo tempo. Lembramos coisas do passado, misturamos com o presente. Dá vontade de afundar a cabeça no travesseiro e esperar que no amanhã ela passe. Mas aí, a gente sai, dirige na chuva, de noite, third day bem alto no som do carro, deixa cair uma lágrima. Pode ser que essa lágrima me lave a alma. E quando chegar amanhã, você vai voltar. Nem vai saber que chorei por você, que chorei sua falta, sua mágoa…foi apenas a melancolia que de repente me abateu. Amanhã o dia será de sol.

Te Esperando

Noite fria.
Ruídos da multidão ao redor.
Cá estou eu a te esperar.
Meu coração te chama,
pra aquecer o frio da solidão.
Não consigo ver nem ouvir ninguém.
Só quero você perto de mim.
Aqui é frio, meu amor.
Aqui é triste e turbulento.
Maus cheiros exalam pelos rostos sombrios.
As pessoas não são felizes.
Elas buscam paz.
E eu, amor… Te espero.
Ouvindo a voz da minha própria alma
que ansiosa te chama,
solitária te reclama…
E Intensamente te ama.

(Cruz alta, 27 de junho de 2011. Esperando o belus sair da aula no centro de convivência da Unicruz).

Te falar

Numa tentativa desastrosa de versos
Com o corpo inerte, fixo os olhos no cursor.
E ele espera piscando descontroladamente.
E de repente, ele mesmo inventa
as letras que eu esqueci.
O final que eu inverti.
E eu não preciso escrever nada.
Pra não perder a razão.
afinal pra quê uma vela
onde há energia solar?
E de resto vou fazendo a conclusão.
Antes que o cursor continue por mim:
Meus pensamentos desordenados
não fazem sentido.
Minhas ilusões são patéticas,
Se não posso simplesmente
deixar te falar meu coração.

(C.Alta, 28/11/10)

Pra você, meu bem!

Não sei dizer:
Mas me ponho a escrever
Eu apenas não sei:
Se te amo ou se te quero.
Então Te espero.
Como numa história de amor
escrita para ser cantada.
Te desejo.
Como uma criança ao natal.
Se sofro.
nem quero chorar, nem sentir.
Só quero que lembre.
Do seu medo em me perder.
E depois me deixou partir.
E parti.
Com o coração apertado.
Um amor pra cada lado.
Mas se tivesses me segurado.
Te juro que o mundo seria teu.
Te reservei.
O meu melhor sorriso.
Meu vestido mais bonito.
e uma história pra contar.
E talvez.
Se o tempo me honrar a esperança.
Em um dia mais remoto,
dos meus sonhos mais distantes.
Eu não escreva.
E nem fale.
Apenas entregue o que guardei.

(C.Alta, 28/11/10. Pra vc, o bem que faz mal ao meu coração.)

Sou do mundo

Sou dos caminhos
Sem origem e sem destino,
Sou do vento e sou do céu,
Sou uma carta, um papel
De um país que busca a paz,
e dos desordeiros, fugaz
Sou da esperança de onde há guerra.
Sou do mar, sou da terra.
Da praia do norte e da praia do sul.
Eu não sou de lugar nenhum.
Minha rua é o horizonte,
Minha lua é a soberana
O meu sol nasceu pra todos,
E minha mata é de ninguém.
Tenho as lembranças por companheiras
E o pó da estrada meu corroborado,
Só deixo marcas por onde piso
E não levo nada de onde eu passo.
Nem gírias, nem vício são do meu agrado.
Ocupo espaços por instantes,
e amores inconstantes,
Qualquer lugar me terá
mas por apenas um segundo.
pois não sou de onde estou vindo,
Eu sou da estrada, eu sou do mundo.

( Bagé, 20/jun/10- 01:59 am, sono encontrado exatamente neste poema).

Crisálida

Não me chames pra voltar
É tentador estar de volta
mas eu preciso sobreviver sozinha.
Estou aprendendo a viver.
Sou a borboleta criando asas.
E você quer trazer-me de volta ao casulo.
Não me impeças de crescer.
Eu estou me aprendendo.

É da minha espécie o querer voar.
Não se pode matar uma vida.
Não se pode transtornar um destino.
Seu amor me sufoca.
Você quer tudo como planejou,
E nem se importa se eu imaginei diferente.
Não sou personagem de seus filmes,
nem bonequinha de sua estante.
Tenho meus sonhos e minhas vontades.
Meu jeito diferente do que você esperou.

Então, não me peça pra voltar.
Deixe-me ter seu amor de longe.
Meu caminho é o mundo até o fim,
Vou atrás do sol, de flor em flor.
Até encontrar o meu jardim.

(concluído em Bagé, 20/jun/10, 01:19 am, ainda sem sono)

Chuva

Chuva mansa que desmancha
os sonhos esguios da estação.
Chuva fria que esfria
os fogos da paixão.
Chuva lenta que acalenta
a triste dor da solidão
Chuva que escorre e escorrega
o final de uma ilusão
E no meio da poesia,
a fantasia
leva a chuva de verão
E nas calhas e arestas
devaneia a estação
onde os ventos sopram flor
e rechaçam o calor.
E onde a chuva,
ah, a chuva.
lava e leva meu verão.

(Bagé, 20/jun/10, 01:01 am, sem sono)

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