Há monstros lá fora
E eles riem de mim
A cada passo que eu dou.
Há monstros que são fantasmas
de mim mesma,
E pelo caminho eles vão rindo de mim.
Só consigo ouvir o som de meus passos pesados
E seus risos ecoantes.
Aterrorizantes, intimidantes.
A cada passo eles riem de mim
E se eu apresso o passo o riso intensifica.
A cada túnel ultrapassado ouço uma música.
A música soa alegre e abafa os risos.
Mas aos poucos o som esvai-se.
até ser apenas um susurro e ser ensurdecida.
E eles continuam a rir de mim.
Dos meus erros, dos meus medos.
Há monstros que riem de mim, lá fora.
Eles debocham da minha covardia.
Há monstros lá fora.
E eles riem de mim.
17/08/08, Solitariamente em Bagé.
pior que esses, só este: http://i.s8.com.br/images/books/cover/img9/21333799_4.jpg