Há Monstros Lá Fora

17 08 2008

Há monstros lá fora

E eles riem de mim

A cada passo que eu dou.

Há monstros que são fantasmas

de mim mesma,

E pelo caminho eles vão rindo de mim.

Só consigo ouvir o som de meus passos pesados

E seus risos ecoantes.

Aterrorizantes, intimidantes.

A cada passo eles riem de mim

E se eu apresso o passo o riso intensifica.

A cada túnel ultrapassado ouço uma música.

A música soa alegre e abafa os risos.

Mas aos poucos o som esvai-se.

até ser apenas um susurro e ser ensurdecida.

E eles continuam a rir de mim.

Dos meus erros, dos meus medos.

Há monstros que riem de mim, lá fora.

Eles debocham da minha covardia.

Há monstros lá fora.

E eles riem de mim.

17/08/08, Solitariamente em Bagé.


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18 08 2008

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