Espelho

22 09 2008

Um espelho simplesmente.

Iguaria feminina do descobrimento humano.

E a vaidade inocente e pura de menina.

Dá duas voltas e torna a voltar.

E o espelho, espera, espelha.

Pacientemente cumpre seu dever.

Que ela vai querer de um simples espelho?

Sua lealdade e discrição.

Seus segredos que são só seus.

E este em seu papel, espelha.

Incosnciente reluz.

Fielmente corrige.

Embora inerte sabe seu valor.

Confidências nuas.Só ele sabe o real.

O restante é máscara, é pó e rímel.

Pudera mostrar-lhe a alma.

Seus recantos mais escondidos.

Tudo seria mais fácil. Tudo teria conserto.

Mas quem dera…quem dera.

(Bagé, 21/09/08. OBS.: o original desse poema foi feito em 03/11/98 em Santiago e em homenagem a minha irmã mais velha Queila que, na época era solteira e passava na frente do espelho. Hoje reformulei o poema).





Siga a Música

21 09 2008

Feche os olhos agora,

Solte seu corpo,

Deixe a música te levar

Para qualquer lugar.

Não há momento mais pleno.

Erga sua voz o quanto puder

E seja perfeito.

Escute as batidas de seu coração.

E ande em seu ritmo.

Seja quem seja você.

Esqueça qualquer coisa.

Esqueça todas elas.

Não se importe tanto.

Apenas ouça e imagine.

Você consegue voar.

Você consegue ir além disso.

Nem que seja em seus pensamentos.

Mas siga a música por onde ela for.

(Solitariamente em Bagé ao som de Poit of Grace em 21/09/08, domingo-feira).





Fantasmas do passado

15 09 2008

Fantasmas do passado me assustam,

me amedrontam, me perturbam

O futuro mente pra mim e o presente é imperfeito.

A vida é um cristal frágil e valioso.

E o importante é o momento ser real

mesmo imperfeito.

O novo me apavora e antigo me atormenta.

Como viver esquecido, esquecendo, conhecendo.

Não suporto os falsos e arrogantes.

Mesmo que seja hipocrisia quero ser nua e crua.

Não quero ser marionete de caixote.

Não quero ser moldes de fracassos a mim mesma.

Nem a diplomacia sem educação.

Quero um futuro incerto e de certezas.

Quero o simples presente sem lei.

Sem me apegar ao passado. Sem fantasmas.

Que me amedrontam. Que me assustam.

Bagé, 14/09/08.





Pensamentos em uma esteira

13 09 2008

“ai,ai…mais um dia…ainda bem que é sexta-feira…pena que não vou poder viajar…bom, mas pelo menos vou dar jeito de limpar aquela casa, que está horrível…uf…tomara que a professora não me segure mais do que até as oito e quinze hoje…tenho me atrasado…uf…o problema é que eu demoro pra lavar os cabelos…tenho que aprender um jeito de levar menos tempo…nao! isso é impossível…até elogio da cabeleireira eu recebi por saber lavar direitinho meu cabelo…é impossível levar menos tempo…o jeito é sair antes mesmo…uf…nossa! como eu fico com uma aparência terrivelmente terrível quando saio da academia…o vermelhão no rosto, mais o escabelamento…nossa! assusta qualquer um… bah! recém estou na metade do meu tempo na esteira…tomara que não chova nesse final de semana senão não vão secar minhas roupas…melecas! fiz bolhas nas mãos também…uf…ai que dor…hmmm, lá vem aquele tiozinho…e vem logo pra esteira ao lado da minha…que saco!…e a professora nada de chegar…menos mal, enquanto isso fico na esteira…bah! hoje é aniversário do banco…vai ter festa…que bom…tomara que eu não me atrase hoje…uf…hmmm, que bom…já passei da metade…ah! não! é por isso que eu não gosto que esse tio fique na esteira ao lado…começou a correr…é como se estivesse dizendo ‘passei de você!como você é fraquinha… morra réle mortal…’…ai que saco….uf…falta pouco pra eu acabar…acho até que vou fazer uns minutos a mais hoje…bah! vou ver se amanhã levo as roupas pra lavanderia e faço compras no supermercado…hmmm, parou! é tio?…agora é minha vez de dizer ‘chora réle mortal…é melhor ir devagar e sempre do que se apressar e parar tão rápido!huahauhaua…’…hmm, a professora chegou…uf….vou esperà-la arrumar-se na salinha dela…rsrsrs…nossa! essa dor nas bolhas dos pés estão me matando…uf…lá vem ela…vou parar…já fiz esteira demais por hoje…desligando…pronto.fui!”

(baseado em fatos reais, em um dia normal, nem chuva, nem sol, sexta-feira, 12/09/08, em Bagé).





Meleca de distância!

11 09 2008

SAUDADE

Silêncio quieto. Silêncio vazio.

Muitas lembranças.E uma apenas, saudade.

Que desarma, que maltrata, que paralisa.

Invade e mata devagar.

Sem licença e permissão.

Nos impede de dizer:não!

Vem com a distância e com o amor.

Traz o choro, sofrimento e dor.

Lágrimas de prata, saem do coração

Deslizam, molham, ferem a alma.

(poema escrito em 09/12/96).