Descobri em mim duas forças de mesma intensidade que crescem conjuntamente.
Uma delas clama desesperadamente por independência, enquanto a outra necessita intensamente de não estar só.
Me perco, por oras, sem saber ao certo que escolhas trariam um certo equilíbrio entre elas.
Em algum momento decidi ser capaz de suprir minhas próprias necessidades e esse desejo tornou-me prisioneira de mim.
Quero a auto-suficiência, mas ela traz em seu gosto uma porção levemente exagerada de solidão.
Isto me deixa confusa do que eu quero e do que eu realmente necessito.
Talvez uma coisa não seja contígua a outra.
Talvez eu esteja buscando entes opostos.
Talvez eu esteja apenas perdida em mim.
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