Uma dor me percorre o corpo,
mas é só o frio.
Tudo está em preto e branco,
mas é só o frio.
As nuvens brincam de esconder o sol,
mas é só o frio.
As flores secam sem forças,
mas é só o frio.
Todas as vozes se calam,
mas é só o frio.
Esperanças se perdem,
mas é só o frio.
Não se crê mais no além,
mas é só o frio.
Ninguém mais ama ninguém,
mas é só o frio.
(06/09/09, Bagé).
É só o frio
7 10 2009Comentários : Deixar um comentário »
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Porquê Sem Resposta
7 10 2009Tenho sentido
Que nada tem sentido.
E eu tenho sumido
Como um vapor.
Tenho buscado o fim,
Mas me perco no meio.
Por que o fim,
Não é apenas fim?
Por que o mundo,
Não é apenas mundo?
Por que a dor
Não pára um segundo?
Por que o nada,
se torna tudo o que se tem?
Por que um grito
se torna um silêncio?
Por que as lágrimas
Se tornam expostas?
E minhas perguntas,
Simplesmente não têm respostas?
(Bagé, 06/09/09).
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Crime Perfeito
3 09 2009Depois que o perdi não senti mais nada. Literalmente nada. Nem chorei, nem sorri. Mas apesar disso, me sentia mais leve e de alguma forma, em paz. Com o tempo me vi insana. Algo estava diferente dentro de mim. Um vazio preenchia meu interior. Não sabia ao certo o que me havia acontecido mas, a verdade é que, de qualquer forma, me sentia bem. Não era mais feliz mas também não era triste. Resolvi recorrer a um especialista a saber o porquê daquela imensidão mórbida e insípida em minha alma. Fui a um consultório médico. Sentada na sala de espera , aguardando já o diagnóstico, percebi o alvoroço que sem querer causei. Foram chamados todos médicos peritos da região que balançavam a cabeça e sussurravam entre si. Uns espreitavam-me penalizados, outros perplexos e outros ainda nem me lançavam o olhar. Até que um deles criou coragem, dirigiu-se a mim entregando-me as radiografias. Deixou então que eu mesma entendesse o que se passava. No lugar onde devia estar pulsando meu pequeno coração, havia apenas um modesto e enrugado pedaço de papel em que se lia as letras de um crime perfeito, que denunciavam nos traços maiúsculos e oblíquos de seu autor: “ESTOU COM SEU CORAÇÃO. NUNCA MAIS AMARÁS A OUTREM. NÃO EXISTE RESGATE, POIS ESTÁS ETERNAMENTE PERDIDA EM MIM”.
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Jardim de Inverno de Rafael Moura
19 07 2009JARDIM DE INVERNO
Relembrando parecia ser mais fácil
Mas aqui estou, errando pelas ruas
Agora a vida me apresenta a pedra bruta
que eu esculpo com as mãos nuas
Não reclamo e você me aluga
E acha tudo muito injusto
Até concordamos com a questão da fuga
Mas cada qual pagará o próprio custo
A minha paz, que continue bem guardada
porque eu me rendo e a guerra segue
pois se um dia devolvido àquela terra
não por isso me sentirei entregue
Eu gostaria de lembrar do berço,
precisar de cuidados e receber sem medo
E desejei o mesmo por você
Você viu desencanto desde muito cedo
Isso tudo porque há um tempo atrás
Houve um verso e um castelo
Surgido de um sonho que não lembro mais
Igualmente insano e belo
E também porque ontem
Voltei ao jardim de inverno
Sejam lindas suas flores
Sem saber o que é eterno
Eu vou esquecer daquilo tudo que passou,
dar um tempo no trabalho e ver o sol se pôr
No jardim de inverno ver o sol.
(lindo poema…não há o que comentar).
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O “Adeus da Estação” de Rafael Moura
19 07 2009Gente descobri um escritor talentoso,que escreve com sentimento e escondido na penumbra. (rsrsrs…)
Esse poema é de autoria de Rafael Moura dos Santos.
Uma bela escrita que não deve ficar nas sombras.
ADEUS DA ESTAÇÃO
Palavras pronunciadas em tom solene
mas dando a entender um certo desapego
Também peço mais respeito ao fim dessa dor
e a estranha conclusão que chego
Contrariando todo argumento
Daquelas lembranças e minha consciência
Nem mais um dia e apesar de tudo
Senti falta de sentir a sua ausência
Poderia haver melhor desfecho
Para o meu caso de apreço a uma ilusão
Em vez de profecias e premonições
Um encontro ao acaso naquela estação
Eu sei nunca me coube esse vazio
Não deveriam ser minhas as relíquias
Mas minhas mãos se dispuseram a recolher
O adeus jogado naquela tarde cinza e fria
Meus versos serão por mim
E pelo que acho que você calou
Pelo que eu nunca tive
E não fiz por merecer
(segundo o autor, escrito em junho de 2008).
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Sem sofrer
21 04 2009Reviradas páginas,
lágrimas.
Mundo de dores,
sem cores.
Sem remédio,
pro meu tédio.
Não vou aceitar,
me acabar.
Com bandeira de glória,
sem vitória.
Não tem gosto,
o desgosto.
Me escondo de um jeito,
imperfeito.
Apago tudo da mente,
simplesmente.
Nada adianta lembrança,
Se não há esperança.
(em Bagé, tiradentes de 2009, so away from my happiness…).
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Em um dia qualquer
19 04 2009Pode ser que um dia qualquer,
depois de uma noite de sono
eu acorde e tudo esteja diferente,
E o mundo esteja de ponta cabeça,
só pra você estar do meu lado pra sempre.
Pode ser que no meu caminho,
haja becos sem saídas,
só pra você insistir em ficar.
Pode ser que um sentimento prevalesça,
que o medo vire uma força,
Que meu mundo vire do avesso,
pra ficar colado ao seu.
Que as pessoas vivam suas vidas,
Que teu cheiro me impregne,
E o amor seja perene.
Pode ser que no tempo certo o céu dê chuva,
que os frutos amadureçam,
E o sol torne sempre a brilhar.
Em um dia qualquer,
Pode ser que os sonhos virem contos,
que as distâncias virem encontros
e que dois amores, um só.
Mas afinal, todo o fim tem recomeço,
todo o caminho tem retorno,
e todas as idas, mãos duplas.
E qualquer que seja o tamanho da sua estrada,
você vai voltar.
E bastará um telefonema ou um recado virtual,
Se você me chamar,
Eu irei até onde,
você estiver a me esperar.
(em Santa Maria city, 19/04, a uma pessoa especial)
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Minhas primeiras rimas…
3 02 2009SABER INFANTIL
O velhaco não sabe viver
e repousa na ignorância
de um menino não quer aprender
as maquinações de criança.
Maldiz a própria esperança
de insônia está a sofrer
enquanto as besteiras de infância
lhe faz feliz adormecer.
Não lhe posso, porém dar razão
ao seu grande desatino,
toda rosa também foi botão,
como todo homem foi menino.
Dani, em Bagé, 03/02/09.
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A Rosa
8 12 2008Existiu uma rosa diferente
era de cor escarlate.
tão linda, tão brilhante, tão bela.
Era pra continuar lá.
Brilhando, brilhando, brilhando.
Alguém cortou suas folhas e sua haste
e a deixou jogada ao chão.
Passaram os homens e pisotearam.E machucaram.
E a terra…ah! a terra.
Esta suportou até a última gota de seu escarlate.
Mas não pôde resistir e explodiu.
E ali, bem ali, onde significou dor, morte e lágrimas;
Brotaram as mais perfeitas e coloridas rosas e botões.
E hoje a encontrei lá.
Ainda mais linda, mais brilhante, mais bela.
Pra sempre.
Brilhando, brilhando, brilhando.
(escrito em SM em 19/02/08 3 reescrito em Bagé em 8/12/08).
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A Cruz
8 12 2008Dois pedaços de madeira
Um é amor e o outro, ódio.
um maldição o outro, bênção.
Traição e Perdão
pecado e redenção.
dor que desfez em sorriso.
morte simplesmente pra vida.
Rude cruz! doce cruz.!
Te verei no monte e ouvirei as vozes.
Terei marca de sangue, dor e júbilo.
Alegrias e incertezas.
Batalhas e conquistas..
Arrependimento e perdão.
Morrerei em ti cada dia.
E viverei a eternidade!
(escrito em Santa Maria sem data e reescrito em Bagé em 8/12/08////// nota sobre o título: é “ ‘A’ Cruz” porque não é uma cruz qualquer).
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