Que atirem a primeira pedra…

18 12 2008

Hoje  contei esta história da mais pura veracidade a um colega de serviço.Lembrei-me então de compartilhá-la aqui.

Essa é da faculdade. Naquele dia tínhamos prova de contabilidade. Eu tinha uma colega que não era muito frequente em aula então ela precisava de uma forcinha extra pra fazer a tal prova. Combinamos então, que quando estivéssemos já perto de entregar as provas, ela me pediria a borracha emprestada como pretexto pra conferir as respostas que eu haveria de colocar nela. Chegando em aula, propositalmente nos sentamos próximas. Depois de feita metade da prova, dei-me conta de que minha borracha era muito pequena pra armazenar todas as respostas e resolvi, sem avisar a colega, de colocar as respostas na régua. Lá pelo fim da prova a colega pede:_ Dani! pode emprestar-me a borracha?

e a “nanaia” da Dani responde:_ bah! to sem a borracha! pode ser a régua?_hauhauhauhauhauhauhauaua!!!





A Rosa

8 12 2008

Existiu uma rosa diferente

era de cor escarlate.

tão linda, tão brilhante, tão bela.

Era pra continuar lá.

Brilhando, brilhando, brilhando.

Alguém cortou suas folhas e sua haste

e a deixou jogada ao chão.

Passaram os homens e pisotearam.E machucaram.

E a terra…ah! a terra.

Esta suportou até a última gota de seu escarlate.

Mas não pôde resistir e explodiu.

E ali, bem ali, onde significou dor, morte e lágrimas;

Brotaram as mais perfeitas e coloridas rosas e botões.

E hoje a encontrei lá.

Ainda mais linda, mais brilhante, mais bela.

Pra sempre.

Brilhando, brilhando, brilhando.

(escrito em SM em 19/02/08 3 reescrito em Bagé em 8/12/08).





A Cruz

8 12 2008

Dois pedaços de madeira

Um é amor e o outro, ódio.

um maldição o outro, bênção.

Traição e Perdão

pecado e redenção.

dor que desfez em sorriso.

morte simplesmente pra vida.

Rude cruz! doce cruz.!

Te verei no monte e ouvirei as vozes.

Terei marca de sangue, dor e júbilo.

Alegrias e incertezas.

Batalhas e conquistas..

Arrependimento e perdão.

Morrerei em ti cada dia.

E viverei a eternidade!

(escrito em Santa Maria sem data e reescrito em Bagé em 8/12/08////// nota sobre o título: é “ ‘A’ Cruz” porque não é uma cruz qualquer).





Desencanto

8 12 2008

To perdida num mundo de gente grande,

sem desenho animado e cordas de pular.

To sem saída num beco escuro

de gente que não diz o que pensa mas o que quer falar.

To num mundo obstinado e falso.

sem ilusão de histórias em quadrinhos

mas com um palhaço de sorriso pintado que só sabe chorar.

To perdida numa multidão de gente séria e sem graça.

Onde amor é só troca e não amor.

E não existe prazer sem sexo nem diversão sem álcool.

Onde pra morrer de rir tem que ter dor-de-cabeça no final.

Estou farta desse mundo caótico e sem vida.

Dessa gente que toma banho na poça dágua pra não ver o mar.

Quero a fada madrinha e o príncipe do cavalo branco.

Quero ver o que eu quero e amar o que imagino.

Quero o sossego de um encanto.

E as alegrias de um algodão doce.

Quero o meu canto pintado no meio dessa gente

que faz do gosto o próprio desgosto.

E onde cada dia mais se tem e menos se têm.

(em Bagé, 08/12/08).





Chorei

21 11 2008

Chorei…

Chorei pelos e ricos e nus.

Pelos desgraçados e viadutos.

Chorei pelas noites de solidão,

pelo sistema e pela razão.

Chorei pelas ruas sem chão,

pelas ondas sem destino.

Chorei pelos filhos que não concebi,

pelas estrelas que perderam o calor,

pelo carinho que não surgiu,

pelos amores que perdi.

E aí me perdi.

Chorei até que dormi.

Amanhã é outro dia.

Será bem melhor.

(em Bagé, 20/11/08 daqui 30 dias 26).





Mil amores…

4 11 2008

Na vida encontramos amores.

Pessoas que fazem estremecer nosso coração.

Deixam um friozinho na barriga e as pernas bambas.

Mas o tempo passa e a gente afunda no trabalho.

Enquanto isso as feridas vão secando.

E vc descobre que está completamentre livre.

Com o coração novo em folha…pronto pra uma nova “paixão”.

De uma hora pra outra…vc conhece um novo amor.

Que te faz esquecer qualquer dor do passado.

O tempo passa e quando percebe você está sozinha outra vez.

Mais uma vez a gente se machuca, chora

e pensa de novo que ele(a) era o homem(ou mulher) da sua vida,

e que nunca será feliz com outro(a).

E assim o ciclo se repete várias vezes até que depois de mil amores

você descobre que a sua felicidade não depende de ninguém além de você mesma.

Depois de mil amores descobrimos que só precisamos, na verdade, de UM SÓ.





Beleza de terapia alternativa

19 10 2008

Bom…foi sexta-feira que descobri a terapia alternativa.

Eu estava realmente chateada.

Queria ter ido pra casa e não deu certo.

Tive que ficar e ver todo o pessoal indo ver suas famílias, menos eu.

Isso me deixou triste. E pior…eu tava na TPM.

Na minha “Semana da Sensibilidade”! imaginem.

Onde as sensações todas são triplicadas.

Então, dá pra ter uma idéia de como estava sentindo.

Pelo msn, chamei um amigo de “otário!”.

Distribui a minha raiva. Ele também fiicou chateado.

Meu irmão achou que tava falando a coisa certa.

Mas só me deixou ainda mais chateada. Pronto! fechei o msn.

Chorei…chorei…chorei.

Pra ajudar, uma mosca…zzzzzzz.

Mas essa foi realmente pra ajudar.

Odeio moscas zunindo na minha volta.

Sem pensar, concentrei todo o resto da minha raiva, joguei o chinelo prensando-a com a tv.

Uau! na mosca!

Suspirei aliviada, sem moscas, sem zunidos.

E adormeci como um anjo.

Santa mosca terapeuta!rs. :)





Espelho

22 09 2008

Um espelho simplesmente.

Iguaria feminina do descobrimento humano.

E a vaidade inocente e pura de menina.

Dá duas voltas e torna a voltar.

E o espelho, espera, espelha.

Pacientemente cumpre seu dever.

Que ela vai querer de um simples espelho?

Sua lealdade e discrição.

Seus segredos que são só seus.

E este em seu papel, espelha.

Incosnciente reluz.

Fielmente corrige.

Embora inerte sabe seu valor.

Confidências nuas.Só ele sabe o real.

O restante é máscara, é pó e rímel.

Pudera mostrar-lhe a alma.

Seus recantos mais escondidos.

Tudo seria mais fácil. Tudo teria conserto.

Mas quem dera…quem dera.

(Bagé, 21/09/08. OBS.: o original desse poema foi feito em 03/11/98 em Santiago e em homenagem a minha irmã mais velha Queila que, na época era solteira e passava na frente do espelho. Hoje reformulei o poema).





Siga a Música

21 09 2008

Feche os olhos agora,

Solte seu corpo,

Deixe a música te levar

Para qualquer lugar.

Não há momento mais pleno.

Erga sua voz o quanto puder

E seja perfeito.

Escute as batidas de seu coração.

E ande em seu ritmo.

Seja quem seja você.

Esqueça qualquer coisa.

Esqueça todas elas.

Não se importe tanto.

Apenas ouça e imagine.

Você consegue voar.

Você consegue ir além disso.

Nem que seja em seus pensamentos.

Mas siga a música por onde ela for.

(Solitariamente em Bagé ao som de Poit of Grace em 21/09/08, domingo-feira).





Fantasmas do passado

15 09 2008

Fantasmas do passado me assustam,

me amedrontam, me perturbam

O futuro mente pra mim e o presente é imperfeito.

A vida é um cristal frágil e valioso.

E o importante é o momento ser real

mesmo imperfeito.

O novo me apavora e antigo me atormenta.

Como viver esquecido, esquecendo, conhecendo.

Não suporto os falsos e arrogantes.

Mesmo que seja hipocrisia quero ser nua e crua.

Não quero ser marionete de caixote.

Não quero ser moldes de fracassos a mim mesma.

Nem a diplomacia sem educação.

Quero um futuro incerto e de certezas.

Quero o simples presente sem lei.

Sem me apegar ao passado. Sem fantasmas.

Que me amedrontam. Que me assustam.

Bagé, 14/09/08.